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Sphaera Mundi visita São Tomé

A SPHAERA MUNDI (Associação Internacional de Cooperação para o Desenvolvimento), deslocou-se a S. Tomé para estabelecer uma actividade no âmbito do Programa de Reforço dos Atores Descentralizados, implementado pela Câmara Municipal de Loures, em parceria com o Instituto Marquês de Valle Flôr, a Câmara Distrital de Água Grande e a Câmara Municipal da Ilha do Maio, Cofinanciado pela União Europeia e com o apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.
 
Durante a visita a SPHAERA MUNDI desenvolveu um conjunto de parcerias no âmbito dos projectos que está a desenvolver, nomeadamente, a plataforma/museu virtual para os países da CPLP, cujo objectivo é promover a educação patrimonial,  dinamizar o empreendedorismo cultural/patrimonial e desenvolver um turismo de conhecimento, num projecto de e-edução e e-cultura, assim como a integrar da Câmara Distrital de Água Grande na Rede das Cidades Mundo (rede que conta com a participação da Cidade Velha, da Ilha do Maio (Cabo Verde) e da Ilha de Moçambique.
STP Digital  divulga a sua pagina as fotos do evento que podem ser acessadas aqui, bem como uma reportagem feita pela Televisão local (TVS) da qual testemunha a assinatura do protocolo de cooperação com a Câmara Distrital de Água Grande e a entrega de exemplares da Revista Nova Águia.

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António Correia e Silva, Ministro do Ensino Superior de Cabo Verde

Foi com enorme orgulho que a SPHAERA MUNDI recebeu do Ministro do Ensino Superior de Cabo Verde, António Correia e Silva,  a versão integral da comunicação apresentada no decorrer da II Conferência Internacional sobre o futuro da Língua Portuguesa.

Ministro do Ensino Superior de Cabo Verde

O autor, o Ministro António Correia e Silva, autorizou a publicação integral da sua comunicação que, a nosso ver, foi de grande impacto, aliando o conhecimento ao sentimento, o que nem sempre é uma tarefa fácil…mas consegui-o de uma forma dificilmente superável.

Conferencia Língua Portuguesa

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Artigo: A necessidade do Sonho – Carlos Vargas

Carlos VargasA necessidade do sonho
Faz algum tempo que ouvi da boca de um algarvio do sotavento, durante um debate sobre poesia, em Tavira, a afirmação: ” o maior poeta algarvio foi António Pereira…”.
Tratava-se afinal, de António da Encarnação Pereira, natural de Armação de Pêra, que foi magistrado e conservador do Registo Civil em Silves, e que por sinal era de uma família muito próxima de meu avô.
Tenho uma vaga ideia da sua figura, mas obviamente que não tive qualquer contacto com ele.
Na busca da sua obra, pouco divulgada, fui encontrando peças soltas de que se destaca, naturalmente:
….
 ” Sou algarvio
e a minha rua tem o mar ao fundo
Sempre que passa por aqui algum navio
Passam por aqui navios de todo o mundo
Passam por aqui navios para todo o mundo
Oiço a voz que me namora
Da outra banda do mar
Que me namora e me chama da outra banda do mundo……”
A ideia com que ficamos é de que estamos perante alguém que gostaria de ter respondido ao chamamento, mas que por razões de sua estreita ligação com família, com a terra, com a rotina…, e foi ficando.
Recentemente, a propósito de uma discussão sobre o tema – o Mar e a Língua, ouvi de oradores que muito admiro, a afirmação de que só conheceram o Mar com alguns anos de vida, pois eram oriundos de terras do interior, sendo que para um deles, a “ideia” de mar advinha do som proveniente do interior de uma concha grande oferecida pelo seu padrinho.
Mas difícil é certamente falar de Mar, quando se nasce sobre ele, pois tratando-se de um elemento inerente á nossa existência, ficamos sem recuo e lucidez, mas por outro lado, somos mais íntimos.
O Mar como horizonte obrigatório para os Portugueses e também outros Lusófonos, porque todos bordejamos um qualquer Mar, representa o cenário da inspiração, do sonho, da mágoa, e sobretudo da SAUDADE.
Para plena descrição de todos estes estados de espírito que outra forma de expressão mais acertada e completa  que não a Poesia?
De igual modo devemos  reconhecer que pelo menos para nós Lusófonos, a apresentação de novos desígnios ou mesmo interpretações para futuros rumos para a “nossa ” sociedade provem de Poetas!
A Poesia tem sido a forma da obra codificada utilizada pelos nossos Pensadores, frequente e injustamente desconsiderados, porque incompreendidos no seu tempo, dada a elevação do seu pensamento, a tal ponto, que na linguagem corrente,  a catalogação de “poeta” é associada a menor consideração de bom senso.
Pudera!
Um poeta é alguém com sensibilidade e visão para além do comum.
Acima de tudo e de todos, o poeta alcança as visões que decorrem de uma enorme capacidade de SONHAR e rasgar os outros caminhos para a Humanidade.
Assim tem sido em Portugal, a começar com D Dinis, nosso Rei Poeta, que nomeou o Almirante Pessanha, nosso primeiro comandante de frota naval, que fundou a Ordem de Cristo por transformação em desígnio português, do que muito ficou dos Templários, o que permitiu a nossa partida para o resto do Mundo, na satisfação da realização do nosso Sonho de conhecer as outras gentes e com elas bem conviver.
Portugal continua pleno de capacidade de Sonhar, não obstante os sofrimentos que nos são impostos pelos medíocres elementos da classe governante dominada pela adopção de positivismo periférico provinciano, como muito bem já referia Eça nos seus escritos, e mais recentemente Miguel Real na sua recente obra –  Nova teoria do Mal.
A liberdade pode-nos ser retirada, como muito bem sabemos, o bem estar e a segurança pode igualmente escassear em determinados períodos das nossas vidas, mas nunca desaparecerá a capacidade de imaginar o bem comum e sonhar a harmonia da Humanidade, que permita a plena realização do Homem, porque acreditamos que o Divino Espírito Santo nos iluminará e nos ajudará a cumprir Portugal, agora que acabou o Império material onde andámos seis séculos iludidos.